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Entenda: Câmbio automático x automatizado

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Amo fazer posts a partir de perguntas, sejam de clientes, de amigos, ou de pessoas desconhecidas. E este eu dedico a linda Joseane Macena, do grupo Mães Amigas de Águas Claras.

Tanto no câmbio automático como no automatizado, a promessa é a mesma: Conforto. Nos dois casos não há mais a necessidade de pressionar o pedal da embreagem para se trocar as marchas, na verdade, ela nem existe. Esse conforto é o que os motoristas mais procuram nos últimos anos.

O fato de ambos os tipos oferecerem um carro sem embreagem, dispensando a necessidade da troca manual de marchas, faz com que muitos consumidores os confundam e até mesmo considerem que estão investindo em determinada funcionalidade, quando na verdade, trata-se de outra.

câmbio automático possui estrutura complexa e é mais caro, sendo gerenciado pelo conversor de torque. Já o automatizado (com mono ou dupla embreagem) é mais simples, com estrutura próxima a do modelo mecânico, porém, controlada por módulo eletrônico e atuadores hidráulicos.

 cambio automaticoautomático x cambio automatizado 2 automatizado

AUTOMÁTICO

O funcionamento do câmbio automático é mais complexo do que o de um manual. Um conjunto de engrenagens funciona como se fosse a embreagem. Como ele desliza mais lentamente do que o acoplamento de uma embreagem, o tempo nas passagens é maior e o consumo também.

VANTAGENS: Pode proporcionar uma saída e a mudança de marchas mais suaves devido ao conversor de torque e programação do módulo. No arranque do veículo em subidas, dependendo da inclinação, o câmbio proporciona um movimento contínuo para frente. 

DESVANTAGENS: Devido à maior complexidade interna, pode ter uma manutenção mais cara e realizada somente em oficinas especializadas. O preço do componente também pode ser mais elevado. Mais pesado, o automático geralmente acompanha veículos com motores maiores e consequentemente gerando consumo maior de combustível. Porém, isso não é uma regra. Dependendo do modelo de transmissão do veículo – quanto maior o número de relações de marchas – ele pode até beneficiar a relação de consumo. 

MODELOS + POPULARES NO BRASIL: Citroen C3, Hyundai, HB20, Kia Picanto, Nissan Livina, Peugeot 208 Griffe, Renault Logan e Sandero. GM Cobalt, Spin, Sonic, Nissan que equipa o Livina

AUTOMATIZADO

O Câmbio automatizado, é um tipo de “meia solução”. Ele não tem e nunca terá o mesmo conforto do câmbio automático. Muitos motoristas reclamam do “tranco” que existe na troca das marchas. e isso acontece porque o sistema precisa acionar a embreagem para desengatar a marcha e engatar a próxima. No câmbio manual não existe esse tranco porque o motorista tira o pé do acelerador no momento da troca de marcha e no automatizado o motorista continua acelerando, além disso, hábitos como segurar o carro no acelerador em subidas como se faz em um automático podem superaquecer a embreagem e travar o câmbio. Porém, os automatizados têm vantagens sobre os automáticos: o preço (chegam a custar a metade) e a capacidade de manter o nível de desempenho e consumo dos manuais tradicionais.

VANTAGENS do câmbio automatizado: Ele consegue ser uma grande solução para a maioria das pessoas. No trânsito pesado das grandes cidades, ele ajuda (e muito) na condução, efetuando todas as trocas de marcha. Além disso, o câmbio automatizado ajuda na economia de combustível e na durabilidade do sistema de embreagem do carro. Como é o computador que efetua as trocas, ele sabe o melhor momento de fazer isso. Então, o câmbio automatizado faz melhor que o motorista. Ele não deixa o giro subir demasiadamente, economizando combustível. Além disso, a troca é efetuada sem “queimar” a embreagem. Alguns motoristas dirigem com o pé sobre o pedal da embreagem, ou também efetuam trocas de marcha mantendo o giro elevado entra as passagens. Tudo isso desgasta a embreagem prematuramente. No câmbio automatizado, esses erros simplesmente não ocorrem.

DESVANTAGENS do câmbio automatizado: Dependendo da programação da transmissão, o câmbio automatizado pode gerar solavancos nas trocas de marchas. Em subidas, pode haver retorno do veículo dependendo de sua inclinação e até o acoplamento total da embreagem. Porém, alguns modelos já possuem sistema integrado com os freios que só permitem que sejam liberados após a ativação do acelerador.

MODELOS + POPULARES NO BRASIL: Agile, Fiat Idea, Novo Pálio, Punto, Pálio Weedend, Fiat 500, Grand Siena, VW  Gol, CrossFox, Fox, Polo, Voyage, New Fiesta Titanium, Volkswagen.

Fiz o post em forma de perguntas e respostas, acredito que fica mais fácil de entender esse “mundo” tão complexo. Vamos lá então?

Para que servem as posições 1-2-3 dos automáticos?

Embora os carros automáticos façam o trabalho sozinho, às vezes você precisa reter uma marcha, seja pela necessidade de freio-motor ou para abordar uma curva menos solto. Um exemplo prático são as longas descidas em estradas íngremes, onde segurar o carro apenas no pedal de freio pode superaquecer a peça. Neste caso, acionar a marcha 1 ou 2 “segura” o carro com a ajuda do freio-motor, e reduz a velocidade da decida sem desgastar os freios. O recurso é pouco explorado por muitos proprietários de carros automáticos.

Ao parar num farol, devo colocar a alavanca do câmbio automático em qual posição?

Nesse caso, o melhor é sempre deixar a alavanca no D (Drive), pois o câmbio automático tem um sistema de lubrificação interna que depende da pressão do óleo. Enquanto a alavanca está engatada no D, a condição da pressão está adequada e o sistema de lubrificação, ativo. Quando você seleciona o N (Neutro) essa pressão cai e a lubrificação diminui, e isso, sim, pode acarretar um desgaste desnecessário do conjunto. A variação constante no nível de lubrificação dos componentes está entre os fatores que podem abreviar a vida útil da transmissão automática. A maioria das caixas possuí o chamado neutral control, que joga automaticamente o câmbio em neutro nessas situações, contendo o ímpeto do automático de ir para a frente e, com isso, economizando combustível.

Por quê carros com câmbio automático não “morrem”?

Os carros automáticos morrem, sim, mas com menos frequência. Iisso acontece quando há um descompasso entre a faixa de rotação do motor e a marcha adequada àquela velocidade. Esses dois sistemas conversam através da embreagem, que é regida pelo pé do motorista nos carros com câmbio manual, portanto estão sujeitos à falha humana. Como as caixas automáticas dispensam essa peça (e a atuação do condutor), a conversa entre motor e câmbio é feita através do conversor de torque e de sensores eletrônicos.Os engates das marchas são feitos em total sincronia com a faixa de rotação do motor, evitando qualquer erro que leve o motor a parar de funcionar.

Dá para diminuir os soluços típicos dos câmbios automatizados?

Há um macete para reduzir os trancos: aliviar o acelerador na hora das passagens ou simplesmente sincronizar esses movimentos com o uso das borboletas no volante. Alguns sistemas como o Easy-R dos Renault Sandero e Logan 1.6 pecam pelos trancos maiores, enquanto a Fiat conseguiu aperfeiçoar o Dualogic Plus a um bom nível no Uno 1.4. Os aperfeiçoamentos se dão pela reprogramação da central que rege as trocas através de atuadores. A principal vantagem do sistema ainda está no preço, que chega a ser metade do cobrado em um automático convencional ou de dupla embreagem.

É possível trocar câmbio manual por automático?

Possível é, mas essa troca é quase inviável financeiramente. A instalação da transmissão automática não se resume apenas à caixa de câmbio: é preciso alterar eixos, freios, suportes, além de toda a parte eletrônica. Além disso, a mudança exige a instalação de um módulo eletrônico de gerenciamento da transmissão. Especialistas afirmam que para realizar toda essa mudança, o consumidor irá gastar quase o mesmo valor de um carro novo.

Qual é o mais caro de se reparar?

Dar férias para o pé esquerdo não precisa ser mais caro. A maioria dos câmbios vai durar a vida inteira do veículo, exigindo apenas manutenção e trocas eventuais de peças e de óleo. Claro que a manutenção será mais cara do que em um manual. O reparo de um câmbio automático simples (de quatro marchas, por exemplo) não costuma sair por menos de R$ 4 mil.

Fonte: G1, Revista Pense Carros

Espero ter ajudado,

Bjinho da Agda



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